Decisões Baseadas no Solo
O Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, ocupando a quarta posição, atrás apenas da China, Índia e dos Estados Unidos. Soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes no País.
Em muitos sistemas agrícolas tropicais, as decisões de adubação ainda são tomadas com base em médias regionais, históricos produtivos ou recomendações genéricas. Em anos de clima regular, essa estratégia até pode funcionar. Mas em cenários de chuvas irregulares, custos elevados de fertilizantes e maior pressão por eficiência, adubar sem conhecer o solo deixa de ser manejo e passa a ser aposta.
O solo não é apenas um suporte físico para as plantas. Ele regula a disponibilidade de água, nutrientes e oxigênio, além de controlar reações químicas que afetam diretamente a eficiência dos insumos aplicados. Dois solos com a mesma análise química convencional podem responder de forma completamente diferente à mesma adubação, dependendo de sua mineralogia, textura e estrutura.
É nesse ponto que o diagnóstico aprofundado do solo se torna decisivo. Conhecer a capacidade de retenção de nutrientes, o comportamento do potássio, do cálcio ou do enxofre e o ambiente radicular permite ajustar dose, fonte e momento de aplicação. Em vez de corrigir sintomas na planta, passa-se a atuar sobre a causa no solo.
Em culturas como milho, café e pastagens, erros de decisão nessa fase inicial impactam todo o ciclo produtivo, reduzindo o retorno do investimento e aumentando o risco operacional. Mais do que aplicar mais insumos, o desafio atual é aplicar melhor.
No Grupo Pollo, acreditamos que decisões agronômicas sólidas começam no solo. O uso de técnicas indiretas e integração de dados permite transformar informação em estratégia, ajudando o produtor a sair do manejo reativo e avançar para uma agricultura mais eficiente e previsível.

